Atriz, que fez sucesso como Elis Regina, está em cartaz no Rio de Janeiro em musical sobre Édith Piaf e se prepara para lançar série com Marieta Severo

Laila Garin em fotos exclusivas para a Quem — Foto: Divulgação/Antropofagia

É performando grandes mulheres que Laila Garin demonstra todo seu talento em cena. Consagrada no teatro musical, a atriz fez grande sucesso ao viver Elis Regina em um espetáculo sobre a vida da artista brasileira. Agora, ela tem brilhado em cena como a cantora e compositora francesa Édith Piaf, em um espetáculo que desembarcou no Rio de Janeiro após uma temporada de sucesso em São Paulo. Em paralelo, Laila também tem se dedicado ao audiovisual e logo poderá ser vista no streaming em Dom de Iludir, série na qual contracena com Marieta Severo.

Este ano, Laila está celebrando 30 anos de carreira e acaba de ser indicada a Melhor Atriz no Prêmio Bibi Ferreira por As Centenárias. "Tenho consciência do privilégio que é poder praticar meu ofício há tanto tempo diariamente. São 30 anos fazendo teatro no Brasil. Saber que a emoção e o prazer que sinto em cena são compartilhados com o público e que meu trabalho toca as pessoas, é grandioso. Dá sentido a tudo", comenta a artista em entrevista à Quem.

Laila Garin em foto exclusiva para a Quem — Foto: Divulgação/Antropofagia

Filha de uma baiana com um francês, Laila foi concebida na França, mas nasceu e se formou como atriz na Bahia. "Sempre fui híbrida. Uma mistura", afirma a artista. "Vivi parte de minha infância num terreiro de candomblé, ia para França na férias ver a família, ouvíamos muita música e ia ao teatro. Em minha primeira casa, moravam mais de 10 pessoas. Tinha cineasta, tinha empregada doméstica, tinha criança, tinha brancos, negros, baianos, uruguaios, franceses, era uma casa muito diversa."

Foi ainda criança que Laila compreendeu sua sexualidade. "Sou bissexual. Desde minha infância, o exemplo era que duas pessoas podiam se amar não importava o gênero. Já era natural desde sempre", conta a atriz, que gostaria de todos também tivessem essa mesma percepção. "Hoje, só consigo sonhar com um mundo tolerante, cheio de diversidade, não dominado pelas big techs, sem fake news e com a volta da verdade. Um mundo onde a gente consiga conversar e dialogar novamente."

Laila Garin em foto exclusiva para a Quem — Foto: Divulgação/Antropofagia

De Elis e Piaf

Olhando sua trajetória na arte, Laila sente orgulho de poder viver mulheres como Elis e Piaf: "É maravilhoso. Um encontro único. Uma conversa com esses mitos da música num lugar imaginariamente íntimo. Uma mistura de documentário e de ficção. De realidade e fantasia". Para a artista, saber que parte do público já conhece essas personalidades torna o desafio ainda mais interessante: "Eu brinco com elementos que lembramos delas, como uma marionete. E aprendo muito me vestindo delas".

Atualmente em cartaz com Piaf – Eu Não Me Arrependo, no Teatro Riachuelo Rio, a atriz tem um desafio a mais: cantar como a artista francesa. "Tecnicamente é desafiador. Suas tonalidades são mais graves que as minhas. Tem os 'rulados' que são típicos dela e tem a intensidade dela. Mas são essas dificuldades que são suas belezas e que me instiga", explica Laila, que ainda sente um nervosismo bom antes de entrar em cena. "Sem o frio na barriga não faz nenhum sentido."

Laila Garin em foto exclusiva para a Quem — Foto: Divulgação/Antropofagia

Além do teatro, Laila também tem se dedicado ao audiovisual e no próximo dia 28 de outubro estreia Dom de Iludir, na Netflix. Com direção de Mauro Mendonça Filho, a trama acompanha Lúcia Rossetti (Marieta Severo), uma colecionadora de arte da elite carioca que tem uma filha, Maíra (Alice Wegmann), que sofre de uma doença misteriosa. Desesperada, ela procura Irina (Nanda Costa), uma terapeuta espiritual, que não é quem parece.

"Foi maravilhoso contracenar com a Marieta e ser dirigida por Mauro, Gabriela Amaral e Daniela Carvalho. Além de reencontrar parceiros", fala Laila, que teve a carreira no audiovisual impulsionada pelo streaming. "Teve um crescimento e depois deu uma recuada. O bom que é além das novelas tem as séries. Agora precisamos garantir uma cota de tela brasileira, para obrigar os canais a produzirem obras brasileiras e diversificar ainda mais os profissionais."

Laila Garin em foto exclusiva para a Quem — Foto: Divulgação/Antropofagia

Laila Garin em foto exclusiva para a Quem — Foto: Divulgação/Antropofagia

Laila Garin em foto exclusiva para a Quem — Foto: Divulgação/Antropofagia

Laila Garin — Foto: Divulgação/Antropofagia

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