A farmacêutica suíça Roche divulgou os resultados de estudos para comprovar a eficácia de três novos medicamentos para doenças neuroimunológicas: Ocrevus, fenebrutinibe e Enspryng. Durante o congresso internacional MSToronto2026, realizado de 21 a 23 de outubro no Canadá, a Roche afirmou que os dados demonstram avanços no tratamento dessas condições.No estudo de fase III OPERETTA, responsável por avaliar a eficácia e a segurança do medicamento em comparação com o fingolimode, o Ocrevus (ocrelizumabe) demonstrou que 90% das crianças e adolescentes (de 10 a 17 anos) com esclerose múltipla recorrente-remitente que utilizaram o fármaco ficaram livres de surtos ao longo de dois anos. Leia também BrasilAnvisa proíbe lotes irregulares de medicamento para esclerose múltipla CelebridadesChristina Applegate descobre erro em diagnóstico de esclerose após 5 anos SaúdeEsclerose múltipla: melhora temporária de sintomas pode atrasar diagnóstico SaúdePaciente com esclerose múltipla comemora acesso a tratamento no SUS O Ocrevus também demonstrou ter pouco ou nenhum efeito sobre as células imunológicas, preservando de 81% a 100% da imunidade pré-existente proveniente de vacinas infantis. Além disso, dados de outro estudo confirmaram que o medicamento manteve a eficácia no controle da progressão da incapacidade causada pela esclerose múltipla em pacientes com mais de 55 anos.Resultados do fenebrutinibeJá o fenebrutinibe, outro medicamento em fase experimental para esclerose múltipla, demonstrou diminuição nos marcadores de inflamação cerebral crônica e um controle mais abrangente da doença. Também houve uma redução de 55% na taxa de surtos em relação ao tratamento já utilizado no mercado — o chamado comparador ativo.“Nossos dados recentes indicam que o fenebrutinibe pode inibir a atividade da doença dentro e fora do sistema nervoso central, destacando seu potencial de transformar o cuidado de pessoas que vivem com formas recorrentes e primariamente progressivas de esclerose múltipla”, afirma o Diretor Médico e Chefe de Desenvolvimento Global de Produtos da Roche, Levi Garraway.E o Enspryng?O Enspryng é o único que não trata a esclerose múltipla, mas sim a Doença Associada à Glicoproteína da Mielina de Oligodendrócitos (MOGAD, na sigla em inglês). A MOGAD é uma doença inflamatória autoimune rara que afeta o sistema nervoso central.No estudo, o medicamento foi capaz de reduzir significativamente o risco de surtos, além de proporcionar uma melhor recuperação funcional da doença. Os resultados demonstram o potencial do remédio de se tornar uma nova terapia para essa condição rara.

Ilustração de células nervosas danificadas pela doença degenerativa esclerose múltipla. Células do sistema imunológico (micróglia, laranja) atacaram as bainhas de mielina das células nervosas, resultando em danos à mielina (vermelho) e comprometimento da sinalização entre as células nervosas (neurônios, azul). Metrópoles
Ilustração de células nervosas danificadas pela doença degenerativa esclerose múltipla. Células do sistema imunológico (micróglia, laranja) atacaram as bainhas de mielina das células nervosas, resultando em danos à mielina (vermelho) e comprometimento da sinalização entre as células nervosas (neurônios, azul). Metrópoles · Imagem: Juan Gaertner/Science Photo Library/Getty Images
Estudo mostra avanço em terapias inovadoras para doenças neuroimunológicas
Estudo mostra avanço em terapias inovadoras para doenças neuroimunológicas · Imagem: Source: www.metropoles.com
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