O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse nesta segunda-feira (12) que a Rússia continua a atacar instalações de energia da Ucrânia, mesmo depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que os países em conflito haviam concordado com um cessar-fogo energético na guerra que já dura quatro anos e meio.No domingo (11), Zelensky havia acusado a Rússia de atacar uma instalação energética na capital ucraniana. “Os russos bombardearam uma instalação energética em Kiev com um drone Shahed”, declarou em uma publicação nas redes sociais.Zelensky também disse que foram registrados ataques contra outras infraestruturas de energia na região oriental de Kharkiv, além de uma unidade de produção de gás e um posto de combustíveis civil. “E tudo isso aconteceu DEPOIS de o presidente dos Estados Unidos fazer seu comunicado sobre um cessar-fogo energético”, ressaltou.Nesta segunda, discursando no Fórum de Segurança de Varsóvia, na Polônia, Zelensky disse que a Ucrânia tomou conhecimento, por meio de reportagens da imprensa, do cessar-fogo energético com a Rússia, que envolveria uma pausa mútua nos ataques a instalações de energia.O presidente ucraniano afirmou que estaria disposto a honrar tal acordo, caso Moscou fizesse o mesmo. “Nós apoiamos, mas não ouvi a aprovação dessa proposta pelo lado russo”, disse Zelensky.A breve publicação de Trump nas redes sociais no domingo, avisando sobre o suposto acordo, ofereceu poucos detalhes. O presidente americano afirmou que o cessar-fogo energético entrou em vigor imediatamente, acrescentando: “Não o quebrem!”.Nesta segunda-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, não quis dizer se a Rússia havia concordado com tal cessar-fogo, limitando-se a declarar: “Os contatos estão em andamento”.Zelensky disse que a Ucrânia ficou “terrivelmente surpresa” com os ataques às instalações de energia. “Ficou claro que (o presidente russo Vladimir) Putin não lê a Truth Social”, alegou, referindo-se à plataforma de mídia social de Trump.Trump já havia anunciado anteriormente um acordo semelhante sobre a interrupção de ataques à energia, que não se concretizou. Em uma publicação nas redes sociais em 14 de setembro, ele disse que ambos os países haviam concordado em “não atingir” a infraestrutura energética um do outro, mas também não ofereceu detalhes sobre essa proposta.A Rússia tem usado ataques a instalações de energia para privar os civis ucranianos de eletricidade, aquecimento e água encanada durante a guerra, na esperança de desgastar a resistência pública à invasão em grande escala promovida por Moscou. Autoridades ucranianas descrevem a estratégia como a “transformação do inverno em arma” e temem que a Rússia possa intensificar tais ataques com a aproximação do tempo frio.A Ucrânia, por sua vez, lançou ataques contra instalações de energia russas, como refinarias de petróleo, às vezes em pontos profundos do território russo. Isso levou Trump a culpar Zelensky pelos preços recordes do diesel nos EUA, em vez de atribuí-los à guerra liderada pelos EUA no Irã.Na sexta-feira (9), o presidente americano fechou um acordo com Putin para importar diesel da Rússia, em uma tentativa de baixar os preços dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato nos EUA.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp












