Milena Teixeira

Senadores aliados de Lula criticam apreensão do passaporte de Flávio e dizem que medida “tensiona” cenário político

Milena Teixeira

26/10/2026 17:51, atualizado 26/10/2026 17:55

Arte / Metrópoles

Lideranças do Senado Federal alinhadas ao presidente Lula criticam, nos bastidores, a decisão que determinou a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República.

Nesta segunda-feira (26/10), o senador afirmou ter sido intimidado pela Polícia Federal a entregar o documento ao deixar a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília.

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LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
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Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro
Vinícius Schmidt/ Metrópoles
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Eduardo negou que teria recebido valores advindos do repasse de Daniel Vorcaro
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
De acordo com Flávio, a abordagem ocorreu por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e estaria relacionada a uma declaração de seu irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de que ele deveria deixar o país caso perdesse o pleito.
Em conversa com a coluna, senadores aliados de Lula consideraram a medida inadequada para o momento. Na avaliação desses parlamentares, a iniciativa de Moraes “tensiona” ainda mais o ambiente político e pode reforçar a narrativa de Flávio de que estaria sendo perseguido.
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Os interlocutores também demonstraram preocupação com o possível agravamento do embate entre o STF e o Senado Federal. Parlamentares bolsonaristas articulam um pedido de impeachment contra o ministro e buscam levar a iniciativa à pauta da Casa.
O que aconteceu?
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio relatou ter sido abordado por agentes da PF ao deixar a residência do pai, que cumpre prisão domiciliar.
“Hoje de manhã fui visitar meu pai, como vocês sabem, ele está em prisão domiciliar. Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, fui intimado a entregar meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, disse o senador.
O parlamentar declarou que cumprirá a determinação judicial, mas negou ter intenção de deixar o Brasil. “Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, afirmou.
Ainda segundo Flávio, a ordem partiu de Alexandre de Moraes e teria como fundamento uma declaração de Eduardo Bolsonaro.

