Imagine jovens profissionais de diferentes partes do mundo reunidos em um mesmo espaço para colocar à prova conhecimentos técnicos, criatividade, precisão e capacidade de resolver problemas. É esse o cenário da WorldSkills, considerada a maior competição internacional de educação profissional do mundo.Em 2026, o evento será realizado em Xangai, na China, entre os dias 22 e 27 de setembro, reunindo mais de 1.400 competidores de mais de 70 países e regiões em 64 ocupações. Brasil e China terão as maiores delegações da competição, com representantes em todas as modalidades.A participação brasileira é resultado de um processo de preparação que envolve o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), instituição que integra o Sistema Indústria, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Antes de chegar ao palco internacional, os competidores passam por seletivas e uma rotina de treinamento técnico e desenvolvimento de competências comportamentais, socioemocionais e interpessoais. A iniciativa faz parte de um trabalho do Sistema Indústria voltado à formação de profissionais preparados para acompanhar as transformações tecnológicas e atender às demandas de um setor industrial cada vez mais competitivo e inovador.Realizada a cada dois anos, a WorldSkills reúne jovens profissionais para desafios práticos que reproduzem situações encontradas no mercado de trabalho. As ocupações contemplam áreas como indústria, tecnologia da informação, construção civil, transporte, alimentação, moda e serviços.Na edição de Xangai, serão 64 habilidades em disputa, incluindo sete novas ocupações. A dimensão do evento transforma a competição em uma vitrine internacional para a educação profissional e para as novas demandas do mundo do trabalho.Mais do que buscar medalhas, os participantes têm a oportunidade de conhecer diferentes métodos de trabalho, trocar experiências com profissionais de outros países e acompanhar tendências tecnológicas que estão transformando as profissões. Esse intercâmbio também permite identificar conhecimentos e práticas que podem contribuir para a evolução da educação profissional e para a preparação de trabalhadores diante dos desafios enfrentados pela indústria.No Brasil, essa preparação está diretamente relacionada à proposta de educação profissional do SENAI, que combina aprendizagem prática, ambientes tecnológicos e projetos conectados às necessidades da indústria. A instituição destaca o desenvolvimento de competências técnicas e socioemocionais como parte da formação dos estudantes. Por meio do SENAI, o Sistema Indústria atua na aproximação entre educação e setor produtivo, contribuindo para formar profissionais capazes de operar novas tecnologias, desenvolver soluções e responder às mudanças nos processos industriais.A conexão entre formação profissional e indústria é estratégica para o desenvolvimento econômico do país. À medida que novos processos, tecnologias e modelos de produção são incorporados pelas empresas, cresce também a necessidade de profissionais qualificados para acompanhar essa transformação.A presença brasileira em todas as 64 ocupações coloca o país ao lado da China como uma das maiores delegações da WorldSkills Shanghai 2026. Na sequência aparecem Índia, com representantes em 63 ocupações, Japão, com 57, e Coreia do Sul, com 50.Para chegar a Xangai, os competidores brasileiros passaram por uma preparação de alto desempenho. O processo inclui treinamentos específicos para cada profissão, além de atividades voltadas ao trabalho em equipe, equilíbrio emocional e relacionamento interpessoal.A estratégia acompanha uma transformação importante no mercado de trabalho: além do domínio técnico, profissionais precisam estar preparados para lidar com novas tecnologias, resolver problemas e se adaptar rapidamente a diferentes situações. São competências que também impactam diretamente a capacidade de inovação e produtividade das empresas e, consequentemente, a competitividade da indústria brasileira.Nesse contexto, a atuação do Sistema Indústria vai além da participação em uma competição internacional. A formação de mão de obra qualificada integra uma agenda mais ampla de fortalecimento da indústria nacional, ao lado de iniciativas voltadas à inovação, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento e aumento da produtividade.A realização da WorldSkills em Xangai amplia ainda mais o alcance dessa troca. A competição será sediada no National Exhibition and Convention Center (NECC), um dos maiores espaços de eventos do mundo, e contará também com a WorldSkills Conference 2026, que reunirá representantes de governos, instituições de ensino, empresas e organizações ligadas ao desenvolvimento profissional.Assim, a competição deixa de ser apenas uma disputa entre jovens profissionais e passa a representar um ponto de encontro para discutir os caminhos da educação profissional diante das transformações tecnológicas e econômicas. Ao aproximar estudantes, instituições de ensino e representantes do setor produtivo, o evento também reforça a importância de alinhar a formação profissional às necessidades atuais e futuras da indústria.Para o Brasil, estar entre os países com maior participação reforça a importância da formação técnica como instrumento de desenvolvimento. A presença do país na competição evidencia também o papel da educação profissional na construção de uma indústria mais inovadora, produtiva e preparada para competir em um cenário global.Para os competidores, representa a oportunidade de levar suas habilidades a uma arena internacional e aprender com profissionais de diferentes culturas e realidades. Para o Sistema Indústria, iniciativas como a WorldSkills fazem parte de um esforço para ampliar a qualificação profissional e contribuir para que o setor industrial tenha acesso a talentos capazes de acompanhar as transformações tecnológicas e produtivas.Em Xangai, cada prova será também uma demonstração de como conhecimento, prática e inovação podem se transformar em competências para o futuro do trabalho. E, ao conectar educação profissional, inovação e demandas do setor produtivo, a WorldSkills reforça um dos caminhos para o desenvolvimento de uma indústria brasileira cada vez mais preparada para os desafios da economia global.








