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Decisão manda Marivaldo Pereira, candidato do PT-DF, retirar vídeo em que acusa Celina de participar de "golpe financeiro"

Felipe Salgado

23/09/2026 15:34, atualizado 23/09/2026 15:40

Divulgação

O TRE-DF mandou Marivaldo Pereira (PT-DF), ex-secretário do governo Lula e candidato a deputado federal, retirar um vídeo publicado no Instagram contra a governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP). A decisão foi assinada pelo juiz auxiliar Carlos Alberto Martins Filho na terça-feira (22/9).
No vídeo, Marivaldo afirma que Celina “mentiu” e que participou de uma das maiores “falcatruas” e de um dos maiores “golpes financeiros” da história da gestão pública brasileira.
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O juiz determinou a retirada da publicação em até 24 horas após a ciência da decisão. Também proibiu Marivaldo de republicar, reproduzir, compartilhar ou impulsionar conteúdo idêntico sem suporte factual minimamente verificável.
Em caso de descumprimento, a multa será de R$ 5 mil por dia, limitada inicialmente a R$ 30 mil. A decisão também prevê o acionamento da Meta para retirar o conteúdo.
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Decisão provisória
A representação questiona o uso, no vídeo, de uma conversa de 5 de abril de 2025 entre Daniel Vorcaro e Thiago Miranda. Miranda afirmou que Celina teria ficado de fora da operação entre o BRB e o Banco Master. Vorcaro respondeu: “Não ficou de fora não. Isso aí é jogo pra se preservar na política”.
Segundo a decisão, os elementos apresentados como fonte do vídeo não mostram, de forma objetiva, uma reunião, negociação, contrato ou outra conduta específica de Celina relacionada à operação. Para o juiz, houve plausibilidade na alegação de que a publicação extrapolou o significado original das informações utilizadas.
A ordem não impede Marivaldo de fazer críticas políticas, falar sobre o BRB ou o Banco Master ou defender a investigação dos fatos. A restrição alcança as acusações específicas feitas no vídeo sem “suporte factual minimamente verificável que ampare tais afirmações”, registrou o magistrado.
A decisão é provisória e não encerra o processo. Marivaldo terá dois dias para apresentar defesa. Depois, o Ministério Público Eleitoral deverá se manifestar antes da análise definitiva da representação.
Procurado, Marivaldo, que atuou como secretário de Acesso à Justiça e secretário de Assuntos Legislativos no Ministério da Justiça durante o governo Lula, afirmou que “censura é a arma da governadora para tentar impedir que todos saibam de sua participação no caso Master”.
“Mas as mensagens do Vorcaro ela não pode censurar. Ele afirmou, com todas as letras, que ela sabia de tudo. Se ela não gostou, tem que se entender, mais uma vez, com ele”, afirmou.


