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Pesquisa sobre segurança pública também mostra que 73% acham que tem acontecido mais crimes e que eles ficaram mais violentos
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Câmeras do circuito de segurança de uma residência registraram ação criminosa que terminou na morte de uma vítima de assalto em Olaria — Foto: Reprodução Câmera de Circuito de Segurança
A Pesquisa Nacional de Segurança e Tecnologia, realizada pela Quaest em parceria com a Pax, divulgada nesta sexta (18), mostra que a violência é o tema de maior preocupação dos brasileiros. Dentro disso, 70% dos brasileiros acham que a violência no Brasil aumentou nos últimos dois anos.
Como proposta de solução, o uso da tecnologia, como Inteligência Artificial, reconhecimento facial e câmeras inteligentes no trabalho policial, teve ampla aprovação popular. Por outro lado, a maioria dos brasileiros (58%) é contra o aumento do armamento na população.
— A pesquisa confirma a preocupação atual dos brasileiros com a segurança pública, ressalta a busca por soluções, e demonstra a abertura dos brasileiros ao uso de tecnologia na segurança — afirma Guilherme Russo, diretor de Inteligência em Opinião da Quaest.
A nova pesquisa da Quaest em parceria com a Pax, empresa de inteligência artificiai para segurança pública, dá sinais dos motivos para a alta percepção popular de preocupação com violência. Para 73% dos brasileiros, os crimes aumentaram em quantidade e estão mais violentos. Além disso, 70% acham que a violência no Brasil aumentou nos últimos dois anos, e 67% acreditam que as punições diminuíram.
Em relação à avaliação das forças de segurança e entes federativos no tema da segurança pública, o governo federal tem a maior avaliação negativa: para 36% dos brasileiros sua atuação é negativa, contra 26% que avaliam positivamente e 34% que tiveram opinião regular. A segunda maior desaprovação ficou para o judiciário (35%), e as melhores avaliações foram das Polícias Militares estaduais (45%) e Polícia Federal (44%). Prefeituras, polícias civis e governos estaduais também foram questionadas no levantamento.
Rejeição ao aumento do armamento e apoio de novas tecnologias
A flexibilização do porte de arma, que foi uma política de Jair Bolsonaro, não é bem-vista pelo brasileiro. Segundo a pesquisa, 58% dos brasileiros são a favor da restrição do armamento para a população.
Essa é a solução, porém, com mais divergência entre as perguntadas na pesquisa. O aumento do policiamento nas ruas, da inteligência e tecnologia, maior rigor nas punições, a utilização de câmaras corporais nos uniformes policiais e o investimento em educação tiveram todos mais de 90% de aprovação. As "ações duras contra facções", usando megaoperações em comunidades como exemplo e a criação de um Ministério da Segurança Pública foram apoiados por, respectivamente, 80% e 78%.
O uso de Inteligência Artificial no combate aos crimes também tem amplo apoio popular, mostra a pesquisa, em diversos tipos de aplicação. Além de 97% aprovarem a instalação de câmeras com IA para ajudar a localizar pessoas desaparecidas, 96% apoiam a IA na identificação de veículos roubados ou utilizados em crimes e na identificação de foragidos da justiça.
O reconhecimento facial com IA em locais de grande circulação, como estádios e áreas comerciais, tem 91% de aprovação, e o uso da IA para proteger as fronteiras e reprimir facções criminosas recebeu 90% de apoio.
De forma geral, 60% responderam "totalmente favorável" ao uso de IA na segurança pública, e 26% são "mais favoráveis do que contra". Enquanto apenas 5% são "totalmente contra", e 4% "mais contra do que favorável".
Aqueles contrários ao uso de IA deram como principais motivos o risco de erro na identificação de pessoas (16%), a dúvida sobre a eficácia da tecnologia (15%), e a invasão de privacidade (12%).
— Segurança pública é um problema complexo, que não se resolve de forma isolada. A tecnologia contribui quando potencializa a ação policial, tornando o trabalho mais rápido, preciso e efetivo. A IA traz uma nova chance para atacarmos o maior problema do país, e a pesquisa mostra que os brasileiros não querem que os governos deixem essa oportunidade passar — afirma David Peixoto, cofundador e CEO da Pax.
A coleta de dados para a pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 15 de setembro, com 2.004 entrevistas em todo o Brasil.
Mais recente Próxima Quaest: governo federal tem a pior avaliação na segurança em comparação com Executivos estaduais, Judiciário e polícias

