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Expedidas pela Justiça Federal, as ordens judiciais incluem 12 mandatos de busca e apreensão e 17 medidas para sequestro de bens e valores
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Alexandre Pires — Foto: Divulgação/Léo Lima
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira um desdobramento da operação Disco de Ouro tendo o cantor Alexandre Pires como alvo de mandados de busca e apreensão. Ele é investigado por suspeitas de integrar uma organização criminosa que movimentava recursos oriundos de extração e comercialização ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
A operação Disco de Ouro é focada no combate ao comércio irregular e à exportação da mineração extraída da reserva. Expedidas pela Justiça Federal, as ordens judiciais incluem 12 mandatos de busca e apreensão e 17 medidas para sequestro de bens e valores. Não foram emitidos mandatos de prisão nesta etapa.
O advogado Diego Possebon e o empresário Matheus Possebon, que trabalha com o cantor, também são alvos.
A investigação descobriu indícios de que foi armado um suposto esquema para a retirada ilegal de cassiterita da terra indígena ianomâmi. O minério, valorizado no mercado internacional, era declarado como originário de um garimpo regular no Rio Tapajós, em Itaituba, no Pará, e supostamente transportado para Roraima para tratamento, segundo a PF. As investigações apontam que tal dinâmica ocorreria apenas no papel, já que o material era extraído do próprio estado de Roraima.
“Foram identificadas transações financeiras que relacionariam toda a cadeia produtiva do esquema, com a presença de pilotos de aeronaves, postos de combustíveis, lojas de máquinas e equipamentos para mineração e laranjas para encobrir movimentações fraudulentas”, informou a PF, em nota.
O que é a operação Disco de Ouro?
A operação chamada de Disco de Ouro é um desdobramento de uma ação da PF deflagrada em janeiro de 2022, quando 30 toneladas de cassiterita extraídas de terra indígena que se encontravam depositadas na sede de uma empresa investigada e estariam sendo preparadas para remessa ao exterior.
Foram cumpridos dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Roraima, em Boa Vista e Mucajaí, em Roraima, além de São Paulo e Santos, Santarém, Uberlândia e Itapema. As investigações seguem em andamento.
Nesta tarde, a defesa do cantor afirmou que ele foi surpreendido pela operação e negou participação do artista na quadrilha. O advogado destacou que Pires é “uma das mais importantes referências da música brasileira, sendo possuidor de uma longa e impecável carreira artística”.
“Na qualidade de advogado do cantor e compositor Alexandre Pires, vimos a público, diante das notícias veiculadas pela mídia em geral, esclarecer que o cantor Alexandre Pires não tem e nunca teve qualquer envolvimento com garimpo ou extração de minério, muito menos em área indígena”, informou Luiz Flávio Borges D’Urso.
No comunicado, a defesa também salienta que o cantos “jamais cometeu qualquer ilícito, o que será devidamente demonstrado no decorrer das investigações, reiterando sua confiança na Justiça brasileira”.
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