Alexandre de Moraes, ministro do STF — Foto: Alejandro Zambrana/STF

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, se declarou impedido de ser o relator de um mandado de segurança que pede acesso aos registros de entrada e saída do Senado Federal de oito pessoas, entre elas a própria esposa do magistrado, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A ação tinha entrado no STF no dia 17 de setembro e o sorteio entre os ministros para definir o relator ocorreu um dia depois, dia 18 de setembro. Mas só veio à tona nesta segunda-feira, após revelação feita pela Revista Veja. Depois que o caso se tornou público, Moraes se declarou impedido. Além de Viviane Barci de Moraes e Vorcaro, estão na lista dos acessos ao pedido de entrada no Senado Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS; e José Ferreira da Silva, o Frei Chico
A ação foi impetrada inicialmente pelo vereador de Curitiba, Guilherme Kilter, contra o presidente do Senado. A juíza da 1ª Vara de Curitiba entendeu a incompetência absoluta para processar e julgar o caso, porque envolve uma pessoa com foro privilegiado. Essa ação é contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que se recusou a divulgar esses dados, pedidos feitos com base na Lei de Acesso à Informação.
A ação ocorre em meio a outros questionamentos envolvendo Daniel Vorcaro. Segundo informações divulgadas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo e da CBN, dados extraídos pela Polícia Federal do celular do banqueiro mostram que ele se referia ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, como “irmão” e dizia ser o “número um” do parlamentar. As informações fazem parte do material obtido pela PF durante as investigações envolvendo Vorcaro.
Mais recente Próxima Moraes é sorteado relator de ação que pede registros de entrada da própria esposa no Senado


