Neila Guimarães

Ex-primeira-dama publicou mensagem de apoio ao candidato ao Senado e criticou decisão do TSE que interrompeu atos de campanha

Neila Guimarães

21/09/2026 13:00, atualizado 21/09/2026 13:02

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nas redes sociais uma mensagem de apoio a Deltan Dallagnol (Novo-PR) após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspender, em decisão liminar, os atos de campanha do candidato ao Senado pelo Paraná.
“Força, Deltan. Impeachment de ministro violador de lei já!”, escreveu Michelle.
A publicação ocorre um dia depois de o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, determinar a suspensão da campanha de Deltan. A decisão impede o candidato de praticar atos de campanha, veicular propaganda eleitoral no rádio e na televisão e receber ou utilizar recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
A medida é provisória e vale enquanto o TSE analisa o recurso contra o registro da candidatura. Na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia deferido o registro de Deltan por 4 votos a 3.
A decisão de Floriano atendeu a um pedido da Coligação Paraná Para Todos e da Federação Brasil da Esperança, que contestam a candidatura do ex-procurador. O ministro entendeu que havia indícios de que o TRE-PR havia contrariado entendimento anterior do próprio TSE sobre a situação jurídica de Deltan.
Reação de Deltan
Deltan afirmou que vai recorrer da decisão. A defesa questiona a liminar e sustenta que o registro da candidatura continua válido no TRE-PR. O candidato também relacionou a decisão à proximidade entre Floriano e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa é uma alegação da defesa e não uma conclusão estabelecida pela decisão judicial.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
A manifestação de Michelle ocorre nesse contexto. Ao pedir o “impeachment de ministro”, a ex-primeira-dama critica a decisão que suspendeu a campanha de Deltan e defende uma medida contra um integrante do Judiciário.
O caso de Deltan ainda será analisado pelo plenário do TSE. Até lá, a liminar mantém suspensos os atos de campanha, mas a situação definitiva do registro da candidatura ainda não foi decidida pela Corte.

