Os primeiros-ministros do País de Gales, da Escócia e da Irlanda do Norte participaram de reunião nesta segunda-feira (14/9), reafirmaram o direito à autodeterminação e disseram que o futuro dos países é retornar à União Europeia.Os três países solicitaram ao governo britânico de Andy Burnham que “se prepare, planeje e facilite a mudança constitucional em cada jurisdição”.A reunião ocorreu na capital de Gales, Cardiff. Participaram o premiê de Gales, Rhun ap Iorwerth; o prêmie escocês, John Swinney; a premiê da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill; e a presidente do partido irlandês Sinn Féin, Mary Lou McDonald.“Pela primeira vez na história, os habitantes destas ilhas têm primeiros-ministros na Escócia, no País de Gales e na Irlanda do Norte, que estão todos comprometidos com a independência do Reino Unido. Para quem acompanha a situação nestas ilhas — e em todo o mundo —, não poderia haver sinal mais claro de que o tempo de Westminster está chegando ao fim”, diz a declaração conjunta dos três premiês. Leia também MundoCaos aéreo no Reino Unido cancela voos e atinge milhares de passageiros MundoReino Unido e 11 países sancionam assentamentos israelenses na Cisjordânia MundoReino Unido responde Milei: “Nosso compromisso com as Malvinas é absoluto” MundoReino Unido libera tecnologia para produção de mísseis na Ucrânia O texto do documento alega que os países rejeitam o modelo econômico do governo britânico e querem construir “economias que promovam a justiça social e reduzam a desigualdade em nossas nações”.Ainda argumenta que os países buscam expandir os próprios recursos energéticos, “em especial nossos vastos recursos de energia renovável”.Por fim, o memorando afirma que o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) prejudicou as economias da Irlanda, da Escócia e do País de Gales, e que os países pertencem à União Europeia. “A Europa é a nossa casa comum e acreditamos que o futuro das nossas nações pertence à União Europeia”, reforça o texto.Até o momento da publicação, o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, não se manifestou oficialmente sobre o tema.






