Astronautas chineses ganharam um novo equipamento para preparar refeições no espaço: uma air fryer desenvolvida especialmente para funcionar em órbita. O aparelho passou a integrar a cozinha da estação espacial Tiangong e permite assar alimentos como asas de frango, carnes e bolos, segundo informações divulgadas pela agência estatal chinesa Xinhua.O equipamento faz parte de uma atualização da estrutura utilizada pelos astronautas durante missões prolongadas. Além da fritadeira de ar quente, a cozinha recebeu um micro-ondas e um sistema para tratamento de água, todos adaptados às condições encontradas no ambiente espacial.De acordo com Liu Weibo, especialista do Centro de Astronautas da China citado pela Xinhua, o forno utiliza ar quente para preparar os alimentos e conta com um mecanismo capaz de retirar os vapores produzidos durante o cozimento. O sistema também foi desenvolvido para consumir pouca energia, uma característica importante em uma estação espacial.A modernização da cozinha faz parte de um conjunto de medidas para melhorar a alimentação das tripulações que passam longos períodos na Tiangong. O novo micro-ondas permite aquecer alimentos rapidamente, com baixo consumo de energia e sem risco de vazamento de radiação do aparelho, segundo a Xinhua.Com os novos equipamentos, os astronautas podem consumir refeições quentes sem depender apenas de alimentos previamente preparados e armazenados. A estrutura também inclui um sistema de fornecimento de água desenvolvido para tornar potável a água recuperada na estação.O cardápio disponível para a tripulação também foi ampliado. Atualmente, os astronautas contam com quase 200 tipos de alimentos, distribuídos em um ciclo de dez dias. Entre as opções estão vegetais frescos, oleaginosas, carnes e bolos que podem ser preparados na própria estação.Até mesmo o iogurte pode ser produzido em órbita. Segundo a Xinhua, a China também já realizou experimentos com o cultivo de plantas na estação espacial e conseguiu produzir 20 variedades pertencentes a 14 espécies.A preocupação com a alimentação está relacionada ao aumento da duração das missões. A estação Tiangong, cujo nome significa “Palácio Celestial”, entrou em uma fase de ocupação humana de longo prazo. Enquanto as permanências das tripulações costumavam durar cerca de seis meses, a China passou a realizar testes com períodos mais extensos.Um integrante de uma missão tripulada deverá permanecer um ano em órbita, em um experimento que também busca ampliar o conhecimento sobre os efeitos de longas permanências em microgravidade.A modernização da Tiangong ocorre enquanto Pequim amplia seus projetos de exploração espacial. O país trabalha para realizar uma missão tripulada à Lua até 2030 e também planeja desenvolver uma estação de pesquisa lunar.A China mantém ainda pesquisas sobre produção de alimentos no espaço, uma área considerada importante para futuras missões de longa duração. A capacidade de preparar refeições e cultivar alimentos em órbita pode ajudar a reduzir a dependência de suprimentos enviados da Terra.A estação Tiangong foi projetada para permanecer em operação por pelo menos uma década. Com a previsão de aposentadoria da Estação Espacial Internacional (ISS) no fim desta década, a estrutura chinesa poderá se tornar uma das principais plataformas de permanência humana contínua em órbita terrestre.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp











