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Jogadora tem oito profissionais à disposição para este final ciclo; atleta quase não atuou no Sul-americano por causa de contusão nas costas
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Gabi em quadra na final do Sul-americano de vôlei: ela montou uma equipe só para ela para se cuidar ainda mais até 2028 — Foto: Wallace Teixeira/FV Imagem/CBV
A capitã da seleção brasileira feminina de vôlei, Gabi Guimarães já traçou estratégia pessoal para chegar à Olimpíada de Los Angeles, em 2028. O Brasil garantiu vaga na próxima edição dos Jogos após conquistar o título Sul-americano, no último domingo. A jogadora de 32 anos montou uma equipe multidisciplinar para acompanhar toda a sua preparação, da física à metal, para chegar nesta competição em excelente forma. Los Angeles pode sera última chance de Gabi para buscar a medalha de ouro inédita em sua carreira.
A jogadora tem uma medalha de prata de Tóquio-2020 e uma de bronze de Paris-2024. Neste Sul-americano ela foi eleita a MVP da competição.
— Gostaria de ter feito isso antes, mais nova. Brinco que estou ficando um pouco mais velha, então ter esses profissionais com um olhar mais perto de mim vai facilitar a minha carreira — disse Gabi, após o título Sul-americano, em resposta ao GLOBO. — Acabei montando uma equipe, para um trabalho individualizado, que agora me acompanhará junto com o clube e com a seleção. Tem parte mental, física, fisioterapia, nutricional, médica. Juntos eles montam um protocolo do que eu preciso. Acho que esse olhar 360 graus, não só do corpo mas também para a cabeça vai facilitar.
A jogadora contou que "seu time" conta com oito profissionais e que ela está aprendendo a "delegar um pouquinho", tentando ser o mais disciplinada possível. Ela quer terminar este ciclo "voando" e que não seja desfalque em outras oportunidades por causa de lesões.
Seu time tem: Bruna Melato (fisioterapeuta), Fabio Correia (fisioterapeuta), José Elias Proença (preparador físico e instrutor de pilates), Samantha Viana (preparadora física e especialista em nutrição), Rodrigo Vaz (médico), Júlio Nardelli (médico), Vanessa Alcici (head de performance) e Fernanda Tartalha (psicóloga).
Esse ano, a jogadora ficou cerca de quatro meses sem atuar, retornando apenas na semana passada.
Ela sofreu uma lesão nas costelas no Campeonato Italiano, quando defendia o Conegliano, voltou para a final da Champions League, mas ainda tinha dores no local — seu time foi vice-campeão da Champions League após derrota na final para o VakıfBank.
Nesta temporada de clubes, Gabi conquistou o bicampeonato da Liga Italiana e o título da Copa Itália. Na final da Copa Itália, ela também recebeu o prêmio de MVP da decisão.
Por conta das dores, ao se apresentar para a temporada da seleção brasileira, ficou fora dos jogos da Liga das Nações Era, inclusive, dúvida para o Sul-americano.
— Eu achei que não ia conseguir jogar. Duvidei mesmo, não esperava. Os médicos disseram que a chance de eu jogar o Sul-americano era pequena. Ou seja, era mais dúvida do que alguma possibilidade. E tinha essa conversa que se eu jogasse seria muito pouco. Foi uma vitória pessoal. Corri atrás do tempo e por isso me emocionei no pódio. Não faltou disciplina, hora para dormir, pesava o alimento, contava caloria, não faltou nada — declarou Gabi, que agradeceu à comissão técnica e atletas pela paciência neste período: — Foi incrível o trabalho de toda a comissão técnica e a paciência que tiveram comigo. Trabalhar com tranquilidade, pensando primeiro em mim, na minha recuperação, me deu calma, porque foi muito difícil ficar fora da VNL.
Gabi admitiu "que sofreu" nesta volta à quadra, com a falta ritmo de jogo e que ficou nervosa pelo pouco tempo que teve para se preparar para o Sul-americano.
Mesmo assim, teve performance destacada na competição. E fez a diferença ao organizar a equipe em quadra e a vibrar a cada ponto. Gabi atuou em todas as partidas da competição.
Ela explicou que agora, "sua equipe" trabalhará de forma remota, uma vez que todos os profissionais são brasileiros e "velhos conhecidos".
— Eles vão me acompanhar à distância. Mas falam comigo 24 horas por dia. Eles não olham para mim apenas como atleta para performar. Também cuidam da parte mental, fazendo com que eu tenha o mínimo de estresse possível. Assim, eu posso pensar no meu dia a dia e otimizar a minha rotina. Quando eu recebo a programação da semana, já sei a hora que tenho de dormir, o que tenho de comer, os trabalhos de respiração, mentalização...
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