São Paulo, BrasilA contratação de Tite não despertou o interesse que os dirigentes do Botafogo sonhavam.Não houve alvoroço de imprensa, repercussão internacional, nada disso.O treinador perdeu relevância, com os fracassos na Seleção Brasileira, Flamengo e Cruzeiro.Mas não salário.O técnico foi uma escolha do empresário mexicano Gabriel de Alba, dono da GDA Luma, empresa que assumiu a SAF de John Textor. Conselheiros convenceram Gabriel por Tite ter ficado seis anos na Seleção Brasileira. Ter disputado duas Copas do Mundo. Por isso, foi apresentado um projeto até dezembro de 2028 a Adenor.E com salários de R$ 2 milhões.Mas Tite está longe de ser unanimidade no clube carioca. Pelo contrário. Conselheiros importantes não se esquecem do pífio trabalho no Flamengo e, principalmente, no Cruzeiro. Na esvaziada apresentação de Tite, ele passou um grande vexame, ao dizer que foi um vencedor na Seleção Brasileira.“Não fiquei seis anos na Seleção Brasileira porque sou bonito ou carismático. Nem imaginava ficar tanto tempo. Foi porque ganhei. Saí campeão da Copa América, fui vice em outra. Fizemos ótimas Eliminatórias. Na Copa do Mundo, ficamos nas quartas duas vezes. Mas é uma competição muito difícil. “A ideia é ter essa possibilidade de médio e longo prazo.”Tendo Tite como o comandante da Seleção, o Brasil só venceu a Copa América, disputada no Brasil, em 2019. E mais nada. Com ele, a Seleção fracassou na Copa América de 2021. Também jogou em casa e perdeu a final para a Argentina, em pleno Maracanã. Nas Copas do Mundo, frustrações. Quedas nas quartas, contra seleções médias como Bélgica e Croácia, não classificando o Brasil nem entre os quatro melhores. Classificar o Brasil nas Eliminatórias não foi mais que obrigação.Sonhava em ir trabalhar na Europa em um grande clube, após a Copa do Catar. Não teve sequer um convite.Mas deixou a CBF milionário.Amigos diziam que várias seleções o queriam. Mas zero convites oficiais. Zero.Foi sumariamente demitido do Flamengo. Com o Maracanã lotado cantando o refrão. ‘Adeus, Titeeee. Adeus, Titeeee’Em abril de 2025, quando estava para assumir o Corinthians, teve uma crise de pânico. Curado, foi para o Cruzeiro. Não ficou três meses.Outra vez, o coro o perseguiu.Desta vez no Mineirão.‘Adeus Titeee... Adeus Titeeee...’ O trabalho em Minas foi tão fraco que nem no ‘seu’ estado, o Rio Grande do Sul, com Internacional e Grêmio vivendo enormes crises, ele arrumou emprego.Volta a trabalhar pelo desejo de um mexicano, que se lembra dele no comando da Seleção, quando ainda vendia o sonho do hexa.Tanto no Flamengo, mas principalmente no Cruzeiro, os jornalistas garantiam que seu filho Matheus adquiriu enorme poder, dividindo o comando do time. Tanto que ficou famosa a discussão pública entre os dois no jogo contra o América Mineiro. Tite quer lançar seu filho como técnico e, desde a Seleção, sempre o impõe como auxiliar.Além disso, no Cruzeiro, a falta de vibração de Tite chamou a atenção. Ele voltou a trabalhar bem diferente do que fazia na Corinthians, na Seleção e no Flamengo. Ficou muito mais passivo. Calado no banco de reservas. Sua personalidade mudou. Principalmente quando seu time não conseguia render.O Botafogo faz uma aposta arriscadíssima. Ainda mais oferecendo contrato a Tite até 2028. Ele ‘amarrou’ multa pesada em caso de demissão.John Textor briga na Justiça para reassumir a SAF do Botafogo.Caso consiga, a situação do treinador pode ser revertida.O fã de Adenor é o mexicano Gabriel de Alba.A estreia da dupla Tite e Matheus será domingo.Contra o Mirassol, no interior de São Paulo.A exigência da direção botafoguense é uma vaga na Libertadores de 2027.Adenor está avisado...








